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Saúde alerta para risco de proliferação do Aedes aegypti com as altas temperaturas

Manter a caixa d’água bem fechada, lembrar de colocar areia nos pratinhos de planta, guardar garrafas e baldes vazios de cabeça para baixo, longe do possível acúmulo de água, tampar bem e lavar com bucha e sabão os tonéis e depósitos de água. Regrinhas simples que podem ser postas em prática por qualquer pessoa e são extremamente eficazes na luta contra um inimigo comum da sociedade: o mosquito Aedes aegypti.

Com a proximidade do Verão, os riscos aumentam. É que a reprodução do vetor é mais intensa nesse período, em decorrência da chuva irregular e a temperatura alta. Sem falar que ovos do mosquito podem durar até 450 dias, mesmo em um local seco, mas com umidade.

“Se nesse período a área receber água novamente, o ciclo do Aedes se inicia e ele vira adulto em poucos dias. Por isso, esses cuidados simples, mas indispensáveis, devem ser realizados semanalmente”, enfatiza a coordenadora do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde, Sidney Sá.

Segundo ela, a prevenção, aliada à limpeza e eliminação dos focos, continua sendo a principal arma da população contra o Aedes que, além de Dengue, causa também Febre Chikungunya e Zika Vírus – este último tido, ainda, como uma das causas da Microcefalia em bebês.

“Um mesmo mosquito está associado a três doenças perigosas, com consequências gravíssimas para quem é infectado. Não é possível que ele sozinho seja capaz de vencer uma sociedade inteira”, alerta Sidney Sá, pedindo a conscientização dos sergipanos.

Para a secretária de Estado da Saúde, Conceição Mendonça, é importante lembrar que 82% das larvas estão em reservatórios nas próprias residências, o que exige um cuidado muito maior para evitar a proliferação do mosquito.

“A vigilância deve acontecer dentro e fora de casa, em toda a comunidade. É preciso que os municípios também intensifiquem suas atividades fiscalizando terrenos baldios, praças, piscinas públicas, locais que podem servir de ponto para o nascimento do Aedes aegypti”, enaltece.

Ainda segundo a gestora Estadual, “o trabalho de conscientização da população tem sido fundamental para o sucesso das ações de enfrentamento voltadas aos eixos de controle do vetor, da vigilância e da assistência em saúde”.

Divulgação do LIRAa

Na semana passada, através do Núcleo de Endemias, a SES divulgou o resultado do mais recente Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa). A boa notícia é que caiu para três o número de municípios que foram considerados em alto risco de infestação do mosquito: Itabaiana, Simão Dias e Carira. “No último estudo, sete cidades estavam nesta situação. Apesar da melhora, nós insistimos nesse trabalho de conscientização, pois a qualquer deslize o vetor volta e aproveita as condições favoráveis para se desenvolver”, pondera.

Outros 33 municípios foram classificados como de risco médio, com índices entre 1% e 3,9%. “Contabilizamos, ainda, 16 cidades na zona de baixo risco, três a mais que no último Levantamento realizado. A diferença é mínima, mas, de alguma forma, reflete que a informação está chegando aos lares, que as famílias estão mais preocupadas e fazendo cada uma a sua parte”, acredita Sidney Sá.

Aliado a essa conscientização está também o trabalho da Brigada Itinerante do Estado, que tem visitado os municípios, reforçando as ações dos agentes comunitários de saúde. Segundo dados da Coordenação, somente no primeiro semestre, a força tarefa trabalhou em mais de 138 mil imóveis em todo o Estado, tratando aproximadamente 24 mil possíveis criadouros do mosquito, e eliminando 112 mil deles.

Casos das doenças

De acordo com o Informe divulgado, semanalmente, pelo Núcleo Estratégico (Nest/SES), até a semana epidemiológica 41/2016, foram notificados 3.217 casos prováveis de Dengue, em 70 municípios sergipanos. As cinco cidades com as maiores taxas de incidências (casos/100.000hab.) são: Pedra Mole (2.719,60), Nossa Senhora de Lourdes (2.448,41) Itabaianinha (1.207,61), Tobias Barreto (942,09) e Umbaúba (488,90). Dos casos notificados, foram 1.673 confirmados.

Com relação à Febre Chikungunya, o Informe mostra um total de 7.801 casos prováveis da doença, distribuídos em 71 municípios do Estado. As maiores taxas de incidências (casos/100.000hab.) são detectadas em São Cristóvão (4.069,95), Umbaúba (2.016,70), São Miguel do Aleixo (1.768,32), Carmópolis (1.478,68) e Santa Luzia do Itanhy (1.120,27), sendo que dos casos notificados, 5.610 já foram confirmados.

Já o Zika Vírus possui 29 casos confirmados em Sergipe e 317 notificações, em 28 municípios. As cinco cidades com maiores taxas de incidências são Umbaúba (150,74), Canindé do São Francisco (265,21), São Miguel do Aleixo (1.768,32), Santa Luzia do Itanhy (101,19) e São Domingos (82,03).

“Também não se pode esquecer que o aumento nos casos de Microcefalia no ano passado foi detectado exatamente neste período. Nós orientamos no início do ano para que em outubro a população não vivesse o mesmo susto de 2015, e agora voltamos a chamar atenção”, alerta Sidney Sá. Já são 267 notificações da má-formação congênita, distribuídos em 56 municípios sergipanos: 60 casos estão em processo de investigação, 124 foram confirmados e 83 descartados.

Fonte: Portal da saúde





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