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Prótese na mama é a 2ª cirurgia plástica mais procurada no país

Um dos motivos da grande procura são os excelentes resultados, com baixos índices de complicações.

A mamoplastia de aumento (inclusão de prótese na mama) é a segunda cirurgia plástica estética mais realizada no país, perdendo apenas para cirurgia de lipoaspiração, segundo dados da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Um dos motivos desta grande procura são os excelentes resultados, com baixos índices de complicações. Além disso, a mudança de padrão estético, com a procura por um corpo feminino com mais curvas e mamas maiores, também tem estimulado essa cirurgia, inclusive em pacientes que anteriormente tinham sido submetidas à mamoplastia redutora (redução das mamas).

Para o cirurgião plástico, Ricardo Araújo, é importante salientar que a cirurgia de inclusão de prótese não eleva a mama, apenas aumenta seu tamanho, nos casos de pacientes com mamas caídas, a introdução do silicone pode causar uma maior ptose (queda) mamária.

Atualmente existem várias empresas no mercado de próteses mamárias com grande variedade de formas, textura, consistência e projeções. “Em relação à superfície da prótese temos: silicone liso, texturizado e recoberto por poliuretano. A maioria dos cirurgiões prefere usar próteses texturizadas ou recobertas com poliuretano devido aos menores índices de contratura capsular (complicação mais comum dessa cirurgia) em comparação com as próteses lisas”, conta o médico.

Outra forma de diferenciar as próteses é em relação à forma: redonda (preenche a mama totalmente), anatômica (em forma de gota ou lágrima) e cônica. De acordo com Dr. Ricardo, a maioria dos cirurgiões prefere as próteses redondas, que têm a vantagem de não depender de uma colocação na posição correta, como as anatômicas. “Estas têm indicação nos casos em que desejamos uma menor projeção dos polos superiores. São próteses muito utilizadas por pacientes de mais idade ou para as que desejam mamas que não denotem terem sido operadas. As próteses cônicas tem como vantagem a grande projeção no seu cume. É indicada para mulheres com tórax estreito ou com uma pequena flacidez de pele no local”, explica.

Existem ainda variados graus de projeção (perfis): alto (irá projetar o polo superior da mama), moderado (com volume moderado no polo superior), baixo (com menos volume que os outros perfis) e recentemente um perfil ultra-alto (dando ainda mais projeção no polo superior).

Ainda segundo o cirurgião, o material de que é feita a prótese de silicone também interfere nos resultados da cirurgia. “É recomendada a utilização de implantes de gel de silicone coesivo ou altamente coesivo, material que confere naturalidade ao resultado final por ter consistência muito parecida com o tecido mamário. Existem ainda as próteses feitas com solução salina, no entanto, a recomendação desse tipo de implante é menor devido à grande incidência de vazamentos”, afirma.

O médico Dr. Ricardo Araújo faz um alerta: “A cirurgia de implante feita com silicone industrial (silicone líquido) não é uma prática médica segura e regulamentada, podendo provocar diversos danos à saúde e levar à morte. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) realiza testes rigorosos que validam as próteses de silicone”.

Cirurgia

O procedimento é relativamente simples, dura em torno de uma hora. A introdução da prótese mamária pode ser realizada através de diferentes formas, as mais utilizadas são: periareolar (entre a parte pigmentada da aréola e a pele) bastante imperceptível, porém não deve ser indicada nos casos de aréolas muito pequenas; axilar e sulco mamário, pelo sulco a cicatriz costuma apresentar bom aspecto, ficar bem posicionada e pode ser facilmente disfarçada por roupas de banho.

Após escolhida a incisão, realiza-se um descolamento da loja mamária e se introduz a prótese. Existem alguns planos de descolamento com suas vantagens e desvantagens.  Um deles é o retroglandular que é conseguido descolando-se a glândula mamária da fáscia do músculo peitoral. A prótese nesse plano não apresenta movimentação à contração do músculo peitoral e apresenta uma queda natural ao longo dos anos. E sua desvantagem ocorre quando são utilizadas próteses muito grandes, pois gera um aspecto pouco natural e tornam-se aparentes.

Outro plano é o retromuscular (abaixo do músculo peitoral) tem a vantagem de dar maior proteção à prótese e disfarçar as bordas. As desvantagens são a movimentação da prótese à contração do peitoral e a separação dela com o tecido mamário que ocorre com o passar dos anos. A prótese fica contida pelo músculo e se mantém alta e o tecido mamário vai sofrendo uma queda.

De acordo com o cirurgião plástico, qualquer mulher com desejo de aumentar o volume das mamas pode ser submetida à cirurgia desde que esteja sem alterações nos seus exames clínicos e seja maior de 17 anos. “Importante ressaltar que até hoje nenhuma patologia foi comprovadamente relacionada aos implantes mamários. E não se conhece até o momento qualquer relato de alergia ao silicone, considerado o material mais biocompatível em uso na Medicina”, avisa.

Pós-operatório

Existem algumas complicações inerentes a qualquer cirurgia como infecção, cicatrizes inestéticas, seroma, hematoma e as específicas do procedimento como estrias, contratura capsular. A contratura capsular é uma retração exagerada da cápsula fibrosa normal (que se forma em torno da prótese), que determina certo grau de endurecimento à mama, quando palpada. Alguns casos estão mais sujeitos a tal retração; entretanto, se isto ocorrer, as próteses poderão e deverão ser retiradas, através das mesmas cicatrizes. Posteriormente, ambos, cirurgião e paciente, poderão ponderar sobre a conveniência ou não da reintrodução de outras próteses, em um plano diferente ou outra conduta que melhor se adapte ao caso. Presentemente o número de retrações de cápsula diminuiu bastante, devido à evolução das próteses.

O cirurgião plástico, Dr. Ricardo Araújo, comenta que em relação à anestesia, vai depender da experiência do anestesista e do comum acordo com o paciente, pois pode ser realizada com sedação e anestesia local, com anestesia peridural ou com a anestesia geral. Lembrando que a anestesia geral é considerada a mais segura pela maior parte dos anestesistas.

Segundo ele, alterações de sensibilidade podem ocorrer após a cirurgia. Uma diminuição transitória da sensibilidade (10% a 47%) ou, mais raramente, na forma de lesão permanente (menos de 1%). Geralmente a sensibilidade retorna ao normal em torno de dois a três meses.

“Os médicos não estipulam um prazo determinado para a troca da prótese. As mais antigas precisam de acompanhamento após dez anos, aproximadamente, para checar como está a situação do produto. As mais modernas devem durar mais – em torno de 15 a 20 anos. Importante salientar que alguns fabricantes dão garantia de substituição gratuita do implante mamário, não incluídos custos cirúrgicos e hospitalares, se o mesmo tiver que ser explantado (retirado) devido à ruptura causada por defeito de fabricação. Essa garantia é válida por toda a vida da paciente. Fica o alerta para as pacientes ao escolher uma marca de prótese, saber se a mesma tem garantia eterna”, alerta o médico.

Sobre o pós-operatório, Dr. Ricardo ressalta que normalmente é pouco doloroso, principalmente quando a prótese é colocada acima do músculo. A mulher retorna às suas atividades em torno de 21 dias assim como os exercícios que envolvam os membros inferiores. Já os exercícios que envolvam o tórax, geralmente devem aguardar de 45 a 60 dias.

Dr. Ricardo Araújo, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar, é muito incisivo quando a paciente pede uma prótese que não condiz com a estrutura física dela. “Nesses casos, eu não coloco. Converso com a paciente e explico os riscos que ela corre, a possibilidade de alteração de peso, aparecimento de estrias, e que o desejo dela é respeitado, mas dentro de um bom senso que não pode ser extrapolado”. Para mais informações, consulte o site www.ricardoaraujo.med.br





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