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Operação integrada “Onça Pintada” prende 28 traficantes

Uma ação integrada entre as polícias de Sergipe possibilitou nessa segunda-feira, dia 07, a deflagração da Operação Onça Pintada. Foram 28 prisões realizadas e expedidos mais de 50 mandados, entre prisões preventivas e buscas domiciliares.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) detalhou nesta terça-feira, dia 08, as investigações para a realização da Operação Onça Pintada. A operação teve como objetivo desarticular uma das maiores associações criminosas envolvida com tráfico de drogas, instalada no Loteamento Pantanal, localizada próximo ao bairro Inácio Barbosa. O grupo comandava a distribuição de drogas no Bairro Inácio Barbosa, além de revender entorpecentes para outras localidades da Grande Aracaju.

Os mandados foram cumpridos nos Estados de Sergipe, Alagoas e São Paulo, representados pelo Departamento de Narcóticos (Denarc/PCSE), após informações repassadas pelo Comando de Operações Especiais (COE/PMSE), acerca da atuação dos grupos de traficantes no Pantanal. As investigações tiveram o suporte fundamental do Poder Judiciário, Ministério Público e Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe), através da Central de Monitoramento de Presos.

A associação criminosa possui três vias principais de abastecimento, São Paulo, Alagoas e Aracaju. Nela, o funcionamento dos negócios é constituído por uma complexa rede de traficantes com distribuição de responsabilidades e encargos entre seus componentes: fornecimento, armazenamento ou transporte da droga, cobrança de valores e guarda de armas de fogo. Durante as investigações, que duraram quase cinco meses, foram apreendidos quase 500 quilos de drogas.

“Desarticulamos um grupo muito bem estruturado com ramificações dentro dos presídios e outros estados. Estamos fazendo nossa parte para uma segurança pública de melhor qualidade, agora cabe ao restante da sociedade fazer a contrapartida, utilizando por exemplo, ferramentas como o disque denúncia, auxiliando o trabalho das polícias; e não consumindo drogas, pois esta fomenta a violência”, destacou o delegado geral Alessandro Vieira.

Histórico

“As primeiras investigações foram realizadas no início do ano, após receber detalhes do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar (COE/PM) sobre grupos de traficantes sitiados no Loteamento Pantanal, Bairro Inácio Barbosa, que exerciam o controle do tráfico local e o abastecimento de drogas a traficantes da Grande Aracaju. Em março representamos juntos ao Ministério Público e o ápice ocorreu ontem com as prisões feitas pelo COE, Denarc e Batalhão de Radiopatrulha”, detalha o coordenador do Denarc, delegado Osvaldo Rezende.

Assim, no decorrer das investigações, a polícia identificou Ronaldo dos Santos, o Zé do Pantanal, como o principal articulador da associação criminosa. Ele é auxiliado principalmente pelo seu irmão, Heraldo dos Santos, o Arneu. Juntos exerciam o controle rigoroso da comercialização de narcóticos no Bairro Inácio Barbosa e a venda de drogas a traficantes de outros bairros da Grande Aracaju.

Descobriu-se que a associação criminosa investigada possui três vias principais de abastecimento:1) São Paulo/SP: onde carregamentos de entorpecentes são providenciados por Davi Mathias Pereira, o Paulista, 38 anos; 2) Arapiraca/AL: cujo principal elo de comunicação é Ubiratan Ferreira de Oliveira, o Bira, 42 anos; e 3) Alagoas e Aracaju/SE: tendo como fornecedor Geilson da Silva Santos, mais conhecido como Neguinho, 30 anos, que continua foragido.

Ficou constatado que o funcionamento dos negócios ilícitos do bando é constituído por uma complexa rede traficantes, com distribuição de responsabilidades e encargos entre seus componentes: fornecimento, armazenamento ou transporte da droga, cobrança de valores e guarda de armas de fogo.

Dentre as descobertas, a polícia verificou que os investigados não compunham um simples grupo de criminosos, mas uma associação criminosa composta por mais de 30 pessoas, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas voltadas para aquisição de substâncias entorpecentes no sudeste brasileiro e no Estado de Alagoas para distribuição em bairros sergipanos.

Portanto, pelas investigações, a SSP identificou tentáculos envolvem entes federativos diversos. Vejam organograma com a rede de envolvimento entre os traficantes e ainda a linha do tempo com as diversas prisões realizadas pela polícia nos últimos meses.

Fonte: SSP/SE





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