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Interior de Sergipe atrai cinco novos empreendimentos

O interior de Sergipe se consolida cada vez mais como fonte de atração de novos empreendimentos. Os municípios de Nossa Senhora do Socorro, Aquidabã e Simão Dias são os próximos a movimentarem a economia e oportunizarem a abertura de cem vagas de emprego. Serão instalados cinco empreendimentos dos segmentos alimentício, mobiliário, de saúde e automotivo. Juntos, eles somam um investimento de R$ 3,4 milhões. A chegada dessas novas fábricas vai permitir que Sergipe amplie o índice de arrecadação, e proporcionar ainda que famílias garantam poder de compra.

Os empreendimentos serão contemplados com apoio locacional e fiscal, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), do Governo de Sergipe, que atua como um instrumento de promoção do desenvolvimento sócio econômico do Estado. As novas fábricas vão produzir itens alimentícios derivados do coco; móveis para banheiros, cozinhas e dormitórios; placas de mármores e granitos; máquinas e equipamentos para uso odonto-médico-hospitalar; além de trabalhar com recondicionamento e recuperação de veículos automotores.

Os benefícios da chegada dos novos empreendimentos, segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Francisco Dantas, são o fortalecimento das cadeias produtivas e do comércio local, além da fixação dos moradores em seus locais de origem. “Estamos reagindo à crise talvez melhor que os demais Estados do Nordeste. Trabalhamos para atrair mais empresas e gerar mais empregos. Nossa expectativa é concluir o ano com geração de trabalho positiva”.

Já o professor de economia e assessor do governo Ricardo Lacerda, destaca que a abertura de novas perspectivas no interior fornece oportunidades de emprego formal para a juventude. “Além disso, Nossa Senhora do Socorro se consolida como principal polo de investimentos da região metropolitana, adensando sua economia com a chegada de novas empresas e constituindo uma matriz produtiva diversificada”.

A instalação de novas empresas em Sergipe nos últimos anos, de acordo com Ricardo Lacerda, foi fundamental para diversificar a matriz industrial sergipana. Ele explica que a chegada dos novos empreendimentos demonstra a diversificação produtiva. Para ele, apesar de o país passar por um período de dificuldade financeira, é importante manter os investimentos.

Gestor da Companhia Industrial de Sergipe (Codise), Sérgio Reis, explicou os critérios analisados pela equipe técnica do governo para que uma nova empresa ou indústria se instale em Sergipe. “Temos que ver qual é o tipo de atividade. A Codise seleciona e direciona cada empresa que vem para o nosso estado e tem o interesse de se instalar aqui, a depender da sua aptidão. Por exemplo, no Distrito Industrial de Tobias Barreto sua fomentação está direcionada quase que 100% na indústria têxtil. Itabaianinha, na indústria de cerâmica. A cidade de Nossa Senhora do Socorro, por estar próxima a capital, tem 80% da preferência dos empresários em virtude de ser um distrito mais diversificado. Mas é fundamental que a gente, além de tudo, tenha condições de indicar as empresas de acordo com a aptidão de cada município já que isto facilita a absorção da sua mão de obra”.

Além do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial, o Governo do Estado investe muito na infraestrutura, inclusive de estradas. “Sergipe hoje é um estado interligado, e isso facilita os negócios. Temos também desenvolvimento contínuo nos distritos industriais, e isso faz parte de nosso tripé, que abrange incentivos fiscais competitivos, ambiente de negócios simplificado, favorável e, acima de tudo, ético, e localização geográfica estratégica”, pontuou o secretário da Ciência e Tecnologia, Francisco Dantas.

Dentre as empresas instaladas no Estado, estão as de telemarketing, artefatos plásticos, metalurgia, fabricação de colchões, beneficiamento de arroz, confecção, curtume, artefatos de cerâmica e cimento, fabricação de especiarias, molhos e condimentos, cabos elétricos para fins automotivos, tecelagem de fios de algodão, minerais não metálicos e produtos químicos.

“Toda empresa que se instala em Sergipe indica que terá que adquirir matéria prima aqui para sua cadeia de produção. Por exemplo, se a fábrica trabalha com alimentos derivados de coco, a tendência é adquirir o fruto no estado e isso, por sua vez, incentiva o aumento da produção agrícola, refletindo-se em ganhos. A mesma coisa acontece em outras áreas, tudo isso gera um ciclo virtuoso pra economia sergipana”, comentou Francisco Dantas.

Outros investimentos

Ainda este semestre, Sergipe receberá mais de mil novos postos de trabalho com o início das atividades da Ferreira Costa e Saint-Gobain. Juntas, elas investirão R$ 330 milhões no estado, movimentando os mercados de construção civil e embalagens de vidro do Nordeste. A chegada das duas empresas comprova a solidez da economia sergipana, que nos últimos dois anos atraiu mais de cem empreendimentos, os quais geraram nove mil empregos.

O Grupo Ferreira Costa é considerado o maior home center do Norte-Nordeste e, com mais de 130 anos de fundação, ocupa o 7º lugar no ranking nacional das lojas de material de construção, de acordo com a revista Anamaco. Segundo a assessoria do Grupo, a inauguração está prevista para novembro e serão ofertados 500 postos de trabalho.

Diretor da Empresa, Guilherme Ferreira Costa, explicou que a Ferreira Costa está em processo de expansão e viu em Sergipe as condições ideais para receber um novo investimento.

“Sergipe tem tido um grau de desenvolvimento acima da média do Nordeste, com a maior renda per capita e investimentos interessantes, como fábricas de cimento, indústria vidreira e região do petróleo, todas as qualidades para receber um investimento de R$ 80 milhões e gerar 500 empregos diretos, podendo chegar a 600. Estamos sendo muito bem acolhidos. Recebemos a colaboração municipal e também do Governo do Estado”, informou Guilherme. Além disso, ele explica que Sergipe está próximo dos dois maiores mercados nordestinos: Recife e Salvador.

Para o assessor especial do governo e economista Ricardo Lacerda, a instalação de unidades da Ferreira Costa e Saint-Gobain corrobora as transformações econômicas de Sergipe nos últimos oito anos, que diversificou seu parque industrial e interiorizou o desenvolvimento e geração de emprego.

“A chegada dessas duas empresas é um reconhecimento que o empresariado tem dado a Sergipe. A Ferreira Costa é a segunda maior rede nacional de Home Center de material de construção. Ela tem grandes unidades em Salvador e Recife e os empresários escolheram Aracaju por conta do ambiente de negócios e do poder de compra do estado. Então essa empresa percebeu as transformações que Sergipe alcançou e o poder de compra das famílias. É um reconhecimento às transformações econômicas do estado”, informou.

Saint-Gobain

Também este semestre, o grupo vidreiro Saint-Gobain inicia as operações em Estância. A unidade será a quarta e mais moderna empresa da Verallia no Brasil. De acordo com os empresários, a previsão de início das atividades é dezembro, com geração de 195 empregos diretos e 600 indiretos quando atingir o pleno funcionamento, a partir de um investimento de mais de R$ 250 milhões.

A unidade produtiva contará com equipamentos de última geração, operados com alto nível de automação que na primeira etapa produzirão 80 mil toneladas de vidro, o que corresponde a 200 milhões de embalagens. A nova fábrica, além de respeitar integralmente as normas ambientais, terá como fator determinante em seu projeto, construção e operação, a preocupação com a sustentabilidade e a segurança de seus colaboradores.

Representante do Grupo, Bernoit d’Iribarne disse que a escolha de Sergipe e Estância como sede se deu por apresentar condições favoráveis de localização, estratégica e infraestrutura. “Tivemos o apoio muito grande governo. Temos certeza de que a nossa proposta de trabalho, além de contribuir com o desenvolvimento, tem todos os componentes para ser um verdadeiro sucesso”, disse. A expectativa dos empresários é que os primeiros produtos estejam no mercado a partir de outubro.

Importância do PSDI

O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) serve para estimular a economia na atração de novos negócios através de concessão de incentivos. Com o programa, empreendimentos industriais, agroindustriais, de pecuária, aquícolas, turísticos e tecnológicos, além de centros de distribuição, podem ser beneficiados de diferentes formas, por meio de apoio fiscal, locacional ou de infraestrutura. Criado a partir da Lei nº 3.140, de 23 de dezembro de 1991, a iniciativa é administrada pela Sedetec, tendo o Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) como órgão consultivo e normativo superior.

De acordo com o professor Ricardo Lacerda, o incentivo previsto no PSDI proporciona competitividade para Sergipe frente a outros Estados, e demonstra-se uma ferramenta eficaz de atração de investimentos, tanto para a região metropolitana como para o interior do Estado.

As empresas incentivadas pelo Programa de Desenvolvimento Industrial podem contar com: cessão, venda ou permuta de terrenos ou galpões industriais, a preços subsidiados, para implantação de empreendimentos e/ou ações voltadas para o Parque Tecnológico de Sergipe; apoio fiscal com concessão de diferimento do ICMS nas importações do exterior, de bens de capital, bem como do diferencial de alíquota nas aquisições interestaduais pertinentes aos referidos bens de capital novos, feitas por empreendimentos industriais novos, ou por empresas industriais em funcionamento; recolhimento do ICMS devido, no percentual de 8%, podendo ser reduzido para 6,2%; e ainda o diferimento do ICMS nas importações de matérias primas, material secundário e de embalagem, utilizados exclusivamente na produção dos bens incentivados.

Com a redução do ICMS, o Estado de Sergipe não obtém nenhum prejuízo, segundo explica o secretário Francisco Dantas. “O incentivo, na verdade, é uma ferramenta para criarmos um diferencial a favor de Sergipe no momento em que o investidor escolhe o local onde vai se instalar. E quando se fala em redução de ICMS, é apenas nas vendas da empresa. Todos os outros consumos terão cobranças do imposto e isso se reverte em benefício pro Estado”, esclareceu.

Os maiores incentivos do governo concedidos através do PSDI estão destinados a empresas que buscam as regiões mais pobres. De acordo com o professor Ricardo Lacerda, vários empreendimentos se instalaram em cidades do interior, litoral, Agreste e Sertão. Alguns exemplos desses investimentos podem ser encontrados em Tobias Barreto, com a implantação do Complexo Empresarial Governador Marcelo Déda, e também em outros municípios como Estância, Itabaiana.

Já o presidente da Codise, Sérgio Reis, destaca que Sergipe possui uma localização atrativa no Nordeste: entre Bahia e Pernambuco, os dois maiores mercados consumidores da região. “O PSDI é de fundamental importância. Sem ele, o Estado não suportaria, num momento como este de crise, manter o mesmo ritmo de emprego e renda. Sergipe encontra-se hoje em uma situação estratégica. Apesar de ser o menor estado da federação, ele está no meio do Nordeste e isto é uma vantagem muita boa. Sem falar que atende toda condição em termos de rodovias e portos. Investir em Sergipe é algo muito favorável, pois, além do PSDI, temos a situação geográfica que favorece a implantação de novas indústrias no estado e incentivos fiscais”.

Fonte: ASN





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