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Central Estadual de Transplantes recebe doação de fígado, rins e córneas

A Central Estadual de Transplantes, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou a remoção de fígado, rins e córneas de um doador que, após ficar internado por cerca de 10 dias no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), foi declarado com morte encefálica. A doação foi aprovada pelos familiares.

De janeiro de 2016 até agora, foram realizados 51 transplantes de córnea em Sergipe. No período, foram quatro órgãos captados e enviados para outros estados, sendo dois rins, um fígado e um coração. Já no ano passado, foram 137 transplantes de córnea em Sergipe, com 22 órgãos captados e enviados para outros estados (12 rins, quatro fígados, dois corações e quatro valvas).

Em breve, o Estado também voltará a fazer transplantes cardíacos. O Hospital do Coração e a equipe transplantadora já estão habilitados pelo Ministério da Saúde para realizar transplantes cardíacos, atendendo aos pré-requisitos da Portaria 2600/09, que é o regulamento técnico do Sistema Nacional de Transplantes.

Doação

Com o consentimento da família, foi dado início ao processo de doação do fígado, rins e córneas do doador, através da Central Estadual de Transplantes. “Realizamos a triagem de sorologia, além de vários exames no corpo dele. Após os resultados, encaminhamos para a Central Nacional de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos, que organiza a logística para a alocação dos órgãos em outro estado, viabilizando a vinda da equipe para Aracaju”, esclarece o coordenador da Central Estadual, Benito Fernandez.

Médicos do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal já estiveram na capital sergipana para captar o fígado, que em breve será transplantando em um paciente de Brasília. Já as córneas doadas serão destinadas a um sergipano, e os rins, após a realização do exame HLA (Antígeno Leucocitário Humano), que verifica a compatibilidade do órgão entre doador e receptor, também receberão um novo destino.

“A lei 10211/01 determina que o cônjuge ou parentes até segundo grau são os responsáveis em autorizar a doação, mas, é claro, o desejo do doador é sempre levado em conta. Por isso, é essencial que as pessoas comuniquem aos seus parentes a vontade de doar. Sem dúvida, este exemplo de hoje serve como incentivo”, ressalta Benito Fernandez.

A viúva do doador, Jeane Coutinho de Oliveira, entendeu essa importância e está orgulhosa do que fez. “Nunca conversei sobre isso com meu marido, até porque nunca achamos que a morte vai chegar tão cedo, como foi no caso dele. Mas tenho certeza que, esteja onde estiver, ele ficará feliz com o que fizemos. Estamos salvando outras vidas. Isso ficará para sempre”, declara.

Fonte: ASN





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